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08/02/2018 - 11h25m

TV Educativa vai ao encontro de novas vozes femininas da música alagoana

Com apresentação da jornalista Maria Maciel, Página Aberta abordou a trajetória de quatro artistas do estado

TV Educativa vai ao encontro de novas vozes femininas da música alagoana

A repórter Maria Maciel na abertura do Página Aberta

*Por Mácio Paulo

Voz e instrumentos fazem parte da vida de quatro distintas mulheres: Roberta Aureliano, Elisa Lemos, Naná Martins e Flora Uchôa. A história de cada uma diverge, os instrumentos manuseados também, mas o amor pelos acordes se repete em todas elas. Com o apoio dos cinegrafistas Marcos Araújo e Samuel Limeira, programa da TVE Alagoas entrevistou talentosas cantoras e compositoras, promessas da música que ocupam diferentes espaços no cenário alagoano.

Roberta Aureliano e o teatro junto à valorização da sonoridade local

Roberta é atriz de formação. Iniciou a carreira aos oito anos graças ao pai, o também ator Ronaldo Aureliano. Os palcos não eram novidade – interpretar era rotina, mas, segundo ela, estar em destaque, sozinha, ainda assustava. “Eu fui convidada a interpretar papeis de personagens que cantavam, eu me arrisquei, na verdade, não era algo que eu já vinha fazendo. Eu podia estar na frente de milhões de pessoas encenando no teatro, mas assumir a frente de um palco era novidade pra mim”.

Ela conta a Maria Maciel que o apoio de pessoas próximas foi decisivo na escolha de alinhar a música ao teatro – “As pessoas foram me ouvindo e me incentivando: ‘Roberta, eu acho que você também tem o dom pra cantar’”.

A cantora ressalta que, mesmo tocando um repertório variado, está sempre atenta às raízes da cultura popular nordestina. Durante a reportagem, Roberta não larga o pandeiro e o triângulo, instrumentos típicos da região.

Elisa Lemos: o talento descoberto

Baiana, Elisa cresceu no meio da música devido ao pai, o guitarrista Toni Lemos, mas demorou a perceber o dom para as cantigas. Ela foi descoberta pelo alagoano Júnior Almeida, quando cantara em uma festa. “O Júnior Almeida me ouviu cantar numa festa dele e daí ele falou pro meu pai: ‘sua filha é cantora’, e desde esse dia tudo começou”, relata na matéria.

A própria Elisa define seu estilo como “Nova MPB”, uma mistura de vários gêneros musicais – desde o rock à música cigana. “É justamente essa não definição certinha que é o meu estilo, as pessoas lembram de mim por ser algo misturado mesmo”, explica.

Flora Uchôa e a música enquanto expressão pessoal

Junto ao teclado de sopro, Flora diz na entrevista que sempre esteve em contato com a música. “Eu sempre escrevi muito, então eu comecei a tentar compor, eu tocava um pouco o básico porque eu fazia aula de música com meu irmão quando era criança, aí chegou um momento em que eu senti a necessidade de fazer algo independente e que eu mesma produzisse”.

As primeiras apresentações foram no Rio de Janeiro, com total receptividade do público. A partir daí, Flora lançou seu trabalho autoral na internet e começou a participar de apresentações cada vez maiores. “O que eu quero fazer na música é colocar pra fora o que eu escrevo há muitos anos, o que eu tenho guardado, o que eu quero expressar e eu quero fazer as pessoas dançarem”, ressalta.

Naná Martins e as influências da cultura afrobrasileira

A equipe de filmagem do IZP acompanhou um show da cantora Naná Martins na sede do grupo Afrocaeté, localizada no bairro do Jaraguá. Naná é alagoana, mas como ela própria diz: “nasci no berço da cultura afrobrasileira”. Ao longo de seis anos de carreira, a instrumentista menciona orgulhosa que já fez a abertura de shows de grandes artistas nacionais como Martinho da Vila, Mart’Nália e Daniela Mercury.

“A música é vida, a música é sangue que corre nas minhas veias, é a minha principal linguagem, é o que eu sei fazer de melhor, o que eu mais sinto de melhor”, afirma Naná Martins, em conversa com a jornalista Maria Maciel.

*estagiário de jornalismo

 

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