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30/09/2011 - 11h59m

Série ‘Sábados Azuis’ mostra a força secular do Maracatu

O segundo episódio da série vai ao ar neste sábado (1), às 22h, na TV Educativa de Alagoas (TVE).

Série ‘Sábados Azuis’ mostra a força secular do Maracatu

Iranei Barreto e Ascom/EBC-TV Brasil


O segundo episódio da série Sábados Azuis: Histórias de um Brasil que dá certo mostra neste sábado (1), às 22h, na TV Educativa de Alagoas (TVE), um pouco da história do Maracatu. A série, que estreou no último dia 24 nada Rede Pública de TV, formada pela TV Brasil e emissoras educativas e universitárias associadas nos estados, enfoca experiências positivas da sociedade civil brasileira, com forte conotação social. Foi inspirada no livro do jornalista e deputado Márcio Moreira Alves, Sábados Azuis: 75 Histórias de um Brasil que dá certo.


O maracatu rural é um elemento importante da cultura nordestina. Músicos como Siba, da banda Mestre Ambrózio, sempre buscaram inspiração nesse ritmo e na sua batida musical. O próprio Chico Science, expressão maior do mangue beat perbambucano, tinha uma de suas principais referências as batidas do maracatu.


No maracatu rural há uma orquestra formada por instrumentos de sopro (clarinete, saxofone, trombone, corneta ou pistom), além da percussão, formada normalmente por tarol ou caixa, surdo, ganzá, chocalhos, porca (cuíca), zabumba e gonguê.


A indumentária dos brincantes - Em particular os mantos dos caboclos-de-lança, é outro destaque do maracatu rural, que traz personagens inusitadas como Barachinha, o mestre do Maracatu Nação Estrela Brilhante. Ele ganhou destaque no Brasil através da parceria com o músico Siba Veloso. Seu talento estende-se ainda para a capacidade de confeccionar as golas, (os belos mantos de paetês e lantejoulas) chapéus e lanças dos caboclos. Sua mulher é artesã de mão cheia e o filho de 12 anos já é brincante. Aliás, esta é uma característica do maracatu: os grupos ou nações, em geral, mobilizam e envolvem várias pessoas de uma mesma família. Outro mestre é João Paulo, primo e “mentor” de Barachinha. Ele já foi professor de história do maracatu nas escolas de Nazaré da Mata.


Outro brincante do maracatu rural é o motorista Tony. É dele o título de fazedor das golas mais bonitas da região. Ele é um Caboclo-de-Lança e diz que “caboclo sem gola não é caboclo”. A figura do caboclo-de-lança tem muita força. É ele também que “protege” o cortejo. Trata-se de um guerreiro que dança movendo a lança em todas as direções e levando nas costas os famosos guizos de boi, que dão a marcação acelerada do Maracatu Rural. Jurandir é cortador de cana e tem 30 anos. Seu ofício é muito duro, mas, quando brinca de Maracatu, ele é o Rei da Nação mais antiga, a centenária Cambinda Brasileira.


Sábados Azuis é resultado de mais um concurso ( pitching), realizado pela TV Brasil no ano passado e será exibido sempre aos sábados. Com direção de Bebeto Abrantes, da produtora CaradeCão, a série está dividida em oito grandes temas: Brasil Tecnológico, Brasil Sustentável, Artesanal, o Brasil das Letras (Educação), Brasil Rural, dos Imigrantes, Brasil das Festas e Brasil Saudável. Cada um será abordado em quatro programas de 26 minutos, compondo uma ampla crônica audiovisual sobre a vida brasileira no início do século XXI.

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