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30/01/2018 - 10h00m

Revista Arapiraca recebe especialista para debater a gagueira no ambiente escolar

Com apresentação de Ítalo Bianchi, programa filiado ao IZP tratou os cuidados que se deve tomar com o aluno gago

Revista Arapiraca recebe especialista para debater a gagueira no ambiente escolar

Doutora Luciana Valente em entrevista ao Revista Arapiraca

A gagueira é um transtorno na fala que afeta pessoas de qualquer idade, caracterizada pela repetição silábica e/ou prolongamento na hora de fala. Na escola, crianças e adolescentes que sofrem dessa patologia do discurso são vítimas de bullying, que se mostra por meio de piadas e humilhações. Para entender esse distúrbio e como lidar com ele no âmbito escolar, o Revista Arapiraca desta terça (30) recebeu a professora doutora Luciana Lucente, especialista em fonética.

Sobre a gagueira            

A disfemia, nome alternativo, é uma disfunção da fala de origem psicomotora, que se caracteriza por repetição de sons e sílabas ou por paradas involuntárias. O problema compromete a fluência e a comunicação verbal.

Luciana destaca que, apesar da gagueira ser resultado de situações de stress ou ansiedade, a principal causa do transtorno é genética. “A pessoa geneticamente nasce gaga e depois de um tempo vai manifestar. Você percebe que quem gagueja normalmente tem um familiar gago”.

Aproximadamente 5% da população mundial é afetada pelo distúrbio durante o desenvolvimento da linguagem, isso significa cerca de 70 milhões de pessoas no mundo, sendo que destes 2 milhões vivem no Brasil. A gagueira necessariamente tem seu início na infância e pode continuar (ou não) na vida adulta.

Ambiente escolar

Sobre o convívio em sala de aula com um aluno gago, a especialista salienta como o docente deve se comportar. “O ideal seria o professor sugerir uma consulta a um fonoaudiólogo e com os alunos repetir alguns exercícios, e orientar, conscientizar a turma para que deixe esse aluno gago mais livre, menos pressionado para não gaguejar”, aconselha Luciana.

Além disso, a professora também enumerou os prejuízos causados para o gago em situações nas quais ele é interrompido, principalmente na infância. “A gente tem que respeitar o tempo do gago, como se ele não fosse capaz de completar a frase, ele é, só vai demorar um pouco mais. Uma criança gaga que é interrompida vai se limitando, se expressa menos, falar menos, vai se anulando”.

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