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01/03/2018 - 09h19m

No programa Página Aberta, TVE Alagoas esclarece diretrizes sobre a doação de órgãos entre pessoas vivas

Reportagem indicou os critérios necessários para realizar a ação e foi ao encontro de personagens envolvidos com o transplante

No programa Página Aberta, TVE Alagoas esclarece diretrizes sobre a doação de órgãos entre pessoas vivas

O repórter Fabrício Camboim no Hospital do Açúcar, no bairro do Farol

*Por Mácio Paulo

A doação de órgãos é um ato de humanidade. Mas pouco se conhece a respeito do transplante entre pessoas vivas. Em Alagoas, dos 18 realizados em 2017, apenas três foram intervivos. Para esclarecer as dúvidas a respeito do método, a TV Educativa de Alagoas exibiu uma reportagem especial com produção de Maria Maciel.

Procedimentos

A matéria foi do jornalista Fabrício Camboim. Ele entrevistou a coordenadora geral da Central de Transplantes em Alagoas, Daniela Ramos, que explicou os parâmetros para realizar a doação de órgãos entre pessoas vivas. “O decreto 9175 fala que a doação pode acontecer entre conjugues ou parentes de até quarto grau. Quando não são aparentados, precisa ter autorização do Ministério Público”.

Daniela também orientou àqueles que desejam ser doadores buscar avaliação prévia. “Se eu tenho uma família e preciso de um rim, todos da família precisam fazer uma série de exames, precisam ver a questão da compatibilidade, se há possibilidade daquele órgão ser rejeitado ou não”, ressalta.

A equipe de reportagem da TVE Alagoas também encontrou o médico Agenor Barros. Agenor é nefrologista, médico especialista no diagnóstico e tratamento de doenças relacionadas ao sistema urinário. Ele alega que a doação não trará prejuízos, contanto que ocorra o devido acompanhamento. “Quem nasce com um rim vive normalmente como quem nasce com os dois. É preciso uma consulta anual com um nefrologista para evitar cálculo renal ou infecção urinária, mas como a população num geral também precisa”, instrui.

Ato de amor

Edson Ricardo recebeu um rim da esposa, Flávia Oliveira. Devido à diabetes e pressão alta, Edson adquiriu uma lesão renal e precisou da doação. Sorrindo, Flávia conta na matéria que não tardou em se voluntariar. “A minha maior preocupação era em poder doar, eu fiquei pensando em casa: ‘será que eu vou ser doadora? ’, pedi a Deus que fosse eu”, diz.

Casados há um ano, Edson e Flávia ficam emocionados na reportagem – “é uma coisa que não tem explicação”, afirma ele, em meio às lagrimas. Graças ao transplante, o paciente se viu livre da diálise, processo hospitalar que serve como substituto para um rim ineficiente.

Relato de esperança

Fabrício Camboim e os cinegrafistas Luciano Alves e Samuel Limeira foram ao Hospital do Açúcar conhecer Socorro Santos. Interna e na fila de espera por um transplante há mais de quatro anos. Em Alagoas, são 449 pessoas na expectativa por um órgão, de acordo com dados da Central de Transplantes de Alagoas.

No caso de Socorro, a incompatibilidade familiar é a causa da exaustiva delonga, uma vez que não pode ocorrer a doação caso o indivíduo disposto a doar sofra de alguma patologia. “Não é fácil você passar quatro horas nessa posição, conectado numa máquina pra poder viver, eu me sinto abatida, é um desgaste esse tratamento”, desabafa Socorro sobre o tratamento com diálise.

Apesar da espera, ela incentiva aqueles que pretendem realizar esse ato de solidariedade. “É você saber que pode salvar uma vida com um órgão, saber que tem um pedacinho que favoreceu outros a viverem mais”, declara.

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