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15/08/2011 - 10h00m

Mutirão de amigos para celebrar a espiritualidade através da música e da dança

Mutirão de amigos para celebrar a espiritualidade através da música e da dança

Diogo Braz

Na última quinta, todos no Espaço Linda Mascarenhas pareciam estar imersos numa atmosfera de amor universal e espiritualidade. Os sons que se ouviam no hall remetiam aos ruídos da natureza, o som das florestas. Projeções nas paredes e em paineis cobertos de renda revezavam imagens de índios, de constelações estelares, mandalas psicodélicas em uma série de referências ao sagrado. O ambiente estava preparado para uma noite de celebração à natureza, por meio da música, dança e artes visuais. Tratava-se da primeira apresentação do grupo Mutirõ.


O nome do grupo, inspirado na palavra “mutirão”, já dava a pista de tudo: Formado por amigos que frequentam o Centro de Harmonização Interior Essência Divina, CHIED – centro de práticas ligadas ao estudo de culturas universais ligadas ao uso religioso da bebida ayahuasca – o Mutirõ se propõe a apresentar releituras de hinos ayahuasqueiros, mantras indianos e outras canções desse universo da ayahuasca, além de flertar com a interdisciplinaridade, apresentando um solo de dança de Valéria Nunes, interagindo com uma vídeo instalação de Glauber Xavier. O número originalmente faz parte do elogiado espetáculo de dança Desnuda e se encaixou bem na temática do evento. “Esse solo surgiu da minha vontade de trazer à tona esse universo dessa mulher que cura, as curandeiras que trabalham com ayahuasca e cânticos. Daí, esse universo eu levei pro Desnuda, e quando surgiu a ideia dessa banda Mutirõ a gente pensou em trazer (o solo) que está na mesma energia”, explicou Valéria.


A música relaxante e as imagens projetadas na parede e no belo cenário criavam um clima e espaço ideais para que os movimentos da bailarina encantassem o público. Em alguns momentos, a plasticidade dos movimentos de Valéria pareciam representar a anciã curandeira e em outros momentos pareciam ser a própria força da natureza em seu processo de cura. “Foi sensacional, ela dançando é incrível. Pra mim, passou muita coisa... ela olhou pra todo mundo! Isso é muito forte”, elogiou o ator Carlos Roberto Barros, que estava na platéia. A arquiteta Synara Holanda, que assina a bela cenografia do espetáculo, falou sobre a interação da dança com o resto do espetáculo. “Esse solo da Valéria se integra na proposta do show, porque essa coisa da espiritualidade é algo que ela já vem trabalhando e é algo que eles (do Mutirõ) trazem pra música, pra arte. E eu achei o resultado fantástico”, comentou.


Terminada a dança, era o momento do show musical, e o pessoal do Mutirõ não decepcionou. André Nascimento (vocal), Carol Salgado (vocal), Lucas Rubenich (violão e vocal), Rodolfo Manta (vocal, violão e percussão), Gama Jr. (flautas e vocais), Vishua Prem (baixo, violão e vocais), Glauber Xavier (percussão e vocais), Anderson José (percussão), Valéria Nunes (vocais) e Juliana Flor (vocais): 10 músicos subiram ao palco e puderam mostrar uma música relaxante, construída por instrumentos acústicos e sonoridade que flertava com elementos indianos, hinos religiosos e sons da floresta. A apresentação ocorreu em tom de celebração espiritual e a plateia, formada em sua maioria por outros membros do CHIED, interagiu com os músicos, deixando a noite com um clima amistoso e familiar. Em certo momento, os filhos de alguns músicos subiram ao palco com toda a espontaneidade de criança e uma, inclusive, acabou dormindo ali mesmo. “O Mutirõ é um movimento de amigos mesmo. E a gente poder organizar essa coisa que a gente faz no quintal de casa, no sítio, na natureza, e trazer para um local como um teatro é bem especial pra gente, porque aí a gente pode mostrar pra outros amigos essa vida meio ‘natureba’”, explica o músico e artista visual Glauber Xavier.

 

Veja um trecho do show: http://www.youtube.com/watch?v=SM1cH3AC3B4

 

A impressão causada na platéia foi boa. “foi ótimo! Eu acho que foi pra sentir o amor, pra estar no amor... eu estou levando isso, o amor, pra casa”, comenta a comunicóloga Fernanda Fassanaro.


Para o cantor André Nascimento, o resultado foi melhor que o esperado. “Eu achei que a performance do grupo me surpreendeu. A gente não teve muito tempo pra ensaiar, pensamos até em adiar, mas não! Decidimos firmar o compromisso e eu estou muito feliz em poder participar dessa celebração da alegria, da harmonia, da luz, da paz e do amor”.


Para quem perdeu a apresentação e deseja interagir com esses sentimentos bons, o grupo pretende levar o projeto adiante e mostrar mais um pouco dessa música de ideais universalistas. “Pra quem quiser mais Mutirõ, a gente deve estar fazendo um show em setembro já com roupagem nova, porque a gente ainda está se descobrindo, até a gente achar quem a gente é e o que a gente quer fazer”, anuncia Glauber Xavier. Basta então, com a certeza de que vem por aí mais música boa, ligada ao amor universal.

 

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