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02/06/2011 - 14h42m

Luiz de Assis encerrou com chave de ouro 6ª edição do Palco Aberto no Linda Mascarenhas

Luiz de Assis encerrou com chave de ouro 6ª edição do Palco Aberto no Linda Mascarenhas

 

Diogo Braz

Era uma noite especial. Quem chegava ao Espaço Cultural Linda Mascarenhas podia sentir, logo na entrada, um clima misto de expectativa e saudosismo. Tratava-se do encerramento de mais um ciclo do Projeto Palco Aberto, e o show escolhido para fechar essa exitosa temporada não podia ter sido melhor que o de Luiz de Assis, alçando voo em uma promissora carreira solo.


No hall do Espaço, o cuidado meticuloso da produção se mostrava aos olhos, em detalhes como um cardápio em forma de CD – que trazia agradecimentos e um breve balanço dos 12 shows realizados; e as projeções de imagens que remetiam às riquezas culturais e naturais de Alagoas. Ali mesmo, enquanto esperava o início da apresentação, uma plateia repleta de artistas, produtores e pessoas interessadas em cultura se reunia em bate-papos descontraídos, como num encontro de velhos amigos, onde os sorrisos ficam por toda parte. Sem dúvidas, era uma festa, mais uma celebração da música alagoana.


Quando o relógio marcava 21hs, os primeiros acordes tomaram conta do Linda Mascarenhas e Luiz de Assis subiu ao palco para mostrar seu mais novo trabalho. Conhecido na cena musical como o homem de frente da banda de Reggae Vibrações, Luiz mostrou que tem muito mais cartas na manga, criando sonoridades que passeiam por ritmos afro, Pop, Jazz, Baião, Soul, Samba e MPB. Acompanhado por um time de primeira, formado por Jaques Setton (violão e direção musical), Dinho Zampier (teclados), Anderson Almeida (baixo), Roberi Rei (percussão), Gabe Freitas (guitarra) e Rudson França (bateria), o cantor explorou seu potencial vocal em performances impecáveis, brincando com as notas e melodias das canções – composições bem construídas, ricas em timbres e detalhes, que prenderam a atenção dos presentes.


No palco, Luiz e os músicos estavam bem à vontade: os sorrisos davam a pista de que estavam tocando com prazer, e música tocada com prazer é garantia de um bom espetáculo. O cantor Luiz Alberto Machado, que havia se apresentado pelo Palco Aberto na quinta anterior, estava na plateia e fez coro aos elogios. “O som desse menino é uma coisa linda. Ele representa a pluralidade da nossa cultura... É polimorfo, mas com unidade, entende? Você nota que tem uma pesquisa musical muito bem feita aí”, analisou Machado. Luiz de Assis veio maturando essas canções por um bom tempo, paralelo ao seu trabalho com o Vibrações, e esse cuidado ficou evidente em “Imperfeição”, “Razão e emoção”, “Saburica Miúda” e os Hits radiofônicos “A força do ser” e “Ser felizes”, que foram reconhecidos, na hora, pelos ouvintes da Educativa FM.

 

Também houve espaço para as homenagens: “Uma raiz, uma flor”, do Catarinente-alagoano Wado; “FM Rebeldia”, de Alceu Valença; “O ronco da cuíca”, de Aldir Blanc e João Bosco; “Estrada de Canindé”, de Luiz Gonzaga; e uma versão cheia de swing para “Lindo lago do amor”, de Gonzaguinha.


Ao final, houve ainda um bis não-programado com a canção “Ói o nego”, para satisfazer o público que aplaudia de pé: sinal de um ótimo show, encerrando com chave de ouro a sexta edição do projeto Palco Aberto. “Eu gostei muito. Não esperava a reação do público. Estava bem ansioso, por se tratar de um trabalho recente – essa foi a terceira vez que apresentei esse show – e a recepção do público foi muito boa, muita gente chegou pra elogiar os arranjos, a direção musical do Jaques Setton... foi bem gratificante”, afirmou o modesto Luiz de Assis, que deve lançar seu já aguardado disco ainda este ano. O carinho com os fãs da Vibrações é constante: “Com certeza, há uma preocupação com a recepção do público da Vibrações. É a primeira vez que estou com um repertório inteiro de ritmos que não são Reggae, mas a gente tem percebido que o público da Vibrações tem aceitado bem esse trabalho, o pessoal tem vindo aos shows e gostado. Que legal, não é?”, anima-se Luiz.

 

Palco Aberto é alagoano

Uma novidade desta edição do Palco aberto foi a campanha “Sou Alagoas”, nascida no projeto e que traz a valorização cultural do povo alagoano como ferramenta de construção de um novo cenário para o estado. A ação foi desenvolvida durante todo o projeto e pretende ter continuidade na Internet.


Ao todo, foram 12 shows em 10 quintas (de 24 de março a 26 de maio), em que subiram ao palco do Espaço Cultural Linda Mascarenhas Ibys Maceioh, Eek, Sandro Barros, Jan Cláudio, Josenildo Gomes, Toinho Antunes, Rômulo Melo, Janu e os Matutos Urbanos, Poesia Musicada no Pandeiro, Dona Encrenca, Luiz Alberto Machado e Luiz de Assis. As diferentes vertentes musicais das atrações deram um brilho a mais ao projeto. “A proposta do projeto é mostrar a música produzida em Alagoas e aqui temos uma diversidade fantástica, assim, não poderia ser diferente”, explica Susie Cysneiros, sócia da Boibumbarte, produtora do Palco Aberto. Susie comemora: “Estamos muito felizes com os resultados da 6ª edição do projeto, pudemos proporcionar momentos especiais de encontro com a nossa música. O trabalho dos músicos foi exposto em diversos veículos, tivemos excelente retorno do público e de mídia espontânea. A parceria com o IZP também foi fundamental para dar mais visibilidade para o projeto e para os artistas que se apresentam. A parceria “IZP e Projeto Palco Aberto” continua, já temos acordado o apoio de divulgação para mais três ações do projeto, que serão realizadas ainda em 2011”, adiantou.


O diretor do Espaço Cultural Linda Mascarenhas, Júnior Almeida, também destacou a importância da participação do IZP no projeto. “Uma decisão nossa é trabalhar com os coletivos, e é uma decisão que se mostra acertada, ao contemplar artistas com o trabalho reconhecido por iniciativas como esta do Palco Aberto, que é um trabalho muito bonito. O espaço está aberto! Vamos seguir firmando parcerias como esta”, frisou Júnior, e antecipou outras parcerias. “Já estamos com temporadas agendadas, em parceria com a Comusa e com o Coletivo Popfuzz. O espírito é exatamente este: abrir o Espaço para quem está produzindo”.


 Seguindo essa filosofia, o Espaço Cultural Linda Mascarenhas abriu suas portas também aos estudantes do Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas – CEPA, que puderam conferir a passagem de som dos artistas que participaram do projeto Palco Aberto e bater um papo sobre como funciona toda estrutura de um espetáculo musical. A oportunidade serviu para aproximar esses estudantes da produção musical local e também para formar público para esse tipo de ação cultural.


 Mais uma edição do Palco Aberto chegou ao fim, com saldo positivo. Encerrada a temporada de shows com um gol de placa, marcado por Luiz de Assis, pode-se dizer, como na letra do artilheiro, que, se há só um caminho, tudo em música virá. Então, que venha a sétima edição!

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