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12/08/2011 - 08h00m

Homenagem a Elizeth Cardoso e Raphael Rabello

Homenagem a Elizeth Cardoso e Raphael Rabello

 

Iranei Barreto e Assessoria de Comunicação/EBC-TV Brasil

O Musicograma deste sábado (13), às 21h30, relembra a diva mor da música Brasileira, Elizeth Cardoso, que faleceu há exatos 21 anos, completos em julho deste ano. O programa é uma produção da TV Brasil e exibido em Alagoas pela TV Educativa (TVE). 

A mãe de todas as cantoras do Brasil cantou por mais de 50 anos, até seus últimos suspiros em 1990. Raphael Rabello é um dos instrumentistas que ajudou a ampliar o mercado para o violão brasileiro. Assim como Dino, um de seus mestres, era conhecido como “Raphael 7 Cordas”. Desenvolveu um método de samba para violão que é utilizado até hoje. Em 1990, no auge da carreira, participou do álbum The Rhythm of the Saints, de Paul Simon. Seu violão clássico está registrado num solo na faixa Further to Fly.

Elizeth cantou para auditórios lotados e foi aplaudida de pé. Canção do Amor, seu primeiro sucesso, foi composto pelo amigo humorista Chocolate. Em lista divulgada em 1951, Elizeth figurava como uma das cem vozes mais consagradas naquele ano. Ela era a MPB.

Os desdobramentos do destino foram maravilhosos. Elizeth conheceu o poeta e produtor Hermínio Bello de Carvalho, que a dirigiu em shows, a ajudou a escolher repertório, cuidou de sua carreira e de seu coração. Ela cantou os melhores da música brasileira e foi sucesso no rádio e no cinema. Em 1952, foi a estrela do filme O rei do samba, de Luís de Barros. Após seis anos, gravou um disco histórico:Canção do Amor Demais. Este álbum foi dedicado à dupla Tom Jobim e Vinícius de Morais, e foi o marco zero da Bossa Nova. Ela estava acompanhada pelo violão de João Gilberto nas faixas Chega de Saudade e Outra Vez. A década de 60 foi sua fase de ouro.

Elizeth foi a cantora predileta do presidente Jânio Quadros e amada por todos. Recebeu vários apelidos carinhosos: Mulata Maior, a Enluarada, a Magnífica e o que mais pegou, foi “A Divina”. Gravou discos em Portugal, Venezuela, Uruguai, Argentina e México. Só no Brasil, lançou mais de 40 álbuns. Seus 50 anos de carreira, comemorados em 1986, foram um marco no cenário musical brasileiro. Foi a artista homenageada no primeiro Prêmio Sharp de Música em 1988.

Quando se encontraram em 1989, Elizeth e Raphael viviam momentos pessoais delicados. Naquele ano, ele havia sofrido um acidente de carro e fraturado o braço direito. Elizeth se tratava de um câncer, diagnosticado dois anos antes. Mas, nada disso impediu que estreassem o duo de voz e violão registrado no disco Todo Sentimento. Produzido para compor uma coletânea, o encontro dos dois ganhou destaque merecido. Foi o último trabalho de Elizeth Cardoso, lançado em 1991, um ano após sua morte. Raphael Rabello morreria cinco anos depois, com 32 anos de idade.  E agora, no Musicograma, o público vai assistir ao encontro dos dois mestres e celebrar este momento sublime da música brasileira

 

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