Estado de Alagoas

Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

» Página Inicial Sala de Imprensa Notícias Equipe do IZP vai à feira do jacintinho entender a economia popular alagoana
19/01/2018 - 07h45m

Equipe do IZP vai à feira do jacintinho entender a economia popular alagoana

Na contramão da crise econômica, comércio popular mantém-se em alta

Equipe do IZP vai à feira do jacintinho entender a economia popular alagoana

Sérgio Torres, repórter da TV Educativa, no bairro do Jacintinho

Por Mácio Paulo*

 

O comércio de bairro, caracterizado pela informalidade, vem crescendo no Brasil. Fatores como baixo custo dos serviços ofertados, diversidade nos produtos oferecidos e comodidade para os consumidores contribuem para a ascensão desses polos econômicos. O programa Página Aberta trouxe o assunto à tona numa reportagem do jornalista Sérgio Torres, com produção de Rodrigo Rodrigues.

Receita do sucesso

Em Maceió, o comércio popular mais influente fica no Bairro do Jacintinho. A população na comunidade é de cerca de 86.514  habitantes, de acordo com dados do IBGE, e representa 9,28% dos moradores da capital. Imagens dos cinegrafistas Luciano Alves e Marcos Araújo mostram a rotina da “Feira do Jacintinho”, localizada na Avenida Cleto Campelo. Homens e mulheres de todas as idades circulam no local, em meio a uma infinidade de produtos e estabelecimentos.

Em entrevista ao repórter Sérgio Torres, o economista Jarpa Andrade averigua que a grande repercussão da feira se deve à possibilidade de barganha entre vendedor e consumidor – “Que outro lugar senão a feira você negocia preços e compra tudo com muitos descontos?”, questiona. Além disso, Andrade propõe também que a proximidade entre comerciante e freguês é um fator decisivo na hora de fechar negócio. 

Benefícios

O lojista Renato Rodrigues trabalha com vestuário infantil e acredita ter descoberto a fórmula para angariar a clientela. “Você tem que oferecer ao seu bairro o que ele necessita, e colocar esse artigo num preço que dê pra todo mundo comprar”, orienta.

Leila mora no Jacintinho há 12 anos. Animada, ela conta que a feira oferece ótimos preços e comodidade ao cliente. “É bem mais em conta e tudo se encontra. Pra quem mora aqui eu acho uma grande vantagem porque é um preço que você economiza. A pessoa pega um ônibus, a ida e volta dá sete reais, aqui com sete reais já dá pra comprar um pão, leite, uma verdura, uma fruta”, relata.

Formalidade e orientação

O comércio popular gera emprego, mesmo que por meio informal. Segundo especialistas, dois terços da população vivem dele e ganham em média um salário mínimo. A maior parte é gasta com necessidades básicas – alimentação, higiene pessoal e limpeza.

O Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresas (Sebrae) está atento ao crescimento vertiginoso de minimercados e mercearias nas regiões periféricas da cidade. Diante desse quadro, criou o projeto “Sebrae nas Comunidades”, que tem como objetivo oferecer capacitação e consultaria aos comerciantes informais.

A analista técnica do Sebrae Alagoas, Pauline Reis, esclarece ao repórter Sérgio Torres que o órgão pretende levar o mercado formal a esse público. “Fazemos o trabalho com os feirantes para que a gente consiga levar orientação empresarial para esses pequenos negócios que estão na informalidade e que o Sebrae quer trazer para dentro da formalidade, garantindo os direitos legais”, explica.

 

*Estagiário de Jornalismo do IZP

 

ASSISTA: 

BLOCO 1: https://www.youtube.com/watch?v=XcEAn4ypMHU

 


BLOCO 2: https://www.youtube.com/watch?v=950mz8Msu7Y

Ações do documento