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22/03/2018 - 08h50m

Assessor da Fecomércio explica os impactos da crise econômica no comércio alagoano

Números apontam que mais de 70% dos brasileiros mudaram seus hábitos financeiros devido à instabilidade financeira

Assessor da Fecomércio explica os impactos da crise econômica no comércio alagoano

Nos últimos dois anos a crise econômica atingiu grande parte da população brasileira. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que sete em cada dez brasileiros (72%) mudaram seus hábitos em relação ao dinheiro. Felipe Rocha, assessor econômico da Fecomércio/AL veio à Rádio Difusora explicar como a crise nacional afetou o comércio alagoano e maceioense.

Apesar dos índices, a situação tende a melhorar. Felipe aponta que 64% dos trabalhadores maceioenses estão endividados, mas esse número vem acompanhado de uma queda na quantidade de inadimplentes. “As famílias alagoanos estão evitando ao máximo comprar e comprar apenas os bens de necessidade primária. O nível de consumo do maceioense reduziu em 20,5% ao longo do ano”, informa.  

A falência de empresas também diminuiu ao longo dos anos. Segundo dados da Fecomércio citados na entrevista, o ápice da crise foi em 2015, quando 6000 empresas faliram. O número caiu para 2000 no ano seguinte e em 2017, dado mais recente, apenas 450 empresas decretaram quebra.

A redução do nível de compras do maceioense impactou o comércio local, dessemelhante ao restante do estado, onde o número aumentou. Felipe cita, em entrevista ao programa Espaço Livre, a cidade de Arapiraca como uma das alagoanas menos prejudicadas pela crise. “Arapiraca se industrializa na agroindústria, não ficando atada à produção sucroalcooleira, ela se dinamiza nos hortifrutos granjeiros, se dinamiza nos produtos avícolas, o que distribui melhor a renda”, esclarece. 

O assessor econômico explica que a capital alagoana se prejudicou fortemente pela crise por ter como fonte de renda principal o comércio e o turismo. “O comércio não se sustenta sozinho, ele necessita da geração de riqueza de outros setores, e Maceió ainda é muito concentrada no comércio sozinho e no turismo, que é um serviço”, destaca.

 

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