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19/08/2011 - 14h17m

Apresentação de Dança do Ventre mostra a feminilidade através da arte

Apresentação de Dança do Ventre mostra a feminilidade através da arte

Diogo Braz

A dança é uma forma de expressão artística tão antiga quanto as próprias civilizações e, ainda nos dias de hoje, ela guarda um pouco dos sentidos ritualísticos das suas práticas antigas. Se através dos movimentos da Dança do Ventre as mulheres da antiguidade trabalhavam todas as potencialidades de suas feminilidades como forma de agradecimento às deusas da fertilidade, ainda hoje esse despertar parece fascinante, seja por seus movimentos, pelos olhares, pelas indumentárias, ou somente pela ideia de que estamos assistindo a uma apresentação de dança do ventre. 


Ontem (18), no Espaço Linda Mascarenhas, mulheres de diferentes faixas etárias apresentaram um pouco desse “auto descobrimento” na primeira noite do oriente, promovida pelo grupo de Dança do Ventre “Luz do Oriente”, da professora Sarah Nayyirah. No palco foi apresentada a feminilidade através da arte, em números repletos de movimentos sinuosos e sensuais, dentro de uma atmosfera formada por elementos da cultura oriental, desde a música até os tecidos do cenário, os acessórios usados nas danças (facões, cajados, espadas, vasos de água), e a maquiagem dos dançarinos.

Dentre o grupo que se apresentou, havia uma variedade de idade, gênero e tipos físicos comprovou que a prática graciosa da Dança do Ventre não impõe restrições. O desempenho dos pupilos foi aprovado pela mestra. “Elas foram bem, se esforçaram muito. São alunas que estão evoluindo, estão chegando em níveis melhores. Tem pessoas que têm pouco tempo de dança e já estão se apresentando. Eu achei legal”, elogiou a professora Sarah Nayyirah, que também subiu ao palco, ora junta aos alunos e ora em números solo, com coreografias complexas e graciosidade estampada na relação do olhar com a plateia. “Nós conhecemos o trabalho da Sarah há bastante tempo, viemos prestigiar e estamos adorando o espetáculo, está muito bonito, mostrando toda a feminilidade dos gestos, do olhar”, comentou a dançarina Leila Samira, do grupo de Dança Cigana Leshjae.


A dançarina Anne Djurdjevjch elogiou a iniciativa do espetáculo: “Trabalhos como este que a Sarah está fazendo são importantíssimos porque o alagoano é carente do que vem de fora. A gente se foca muito no regional, o que é importante também, mas a gente precisa saber também de onde a gente veio para mostrar o que a gente tem agora. E essa dança aí é uma dança do mundo, com mais de seis mil anos de história. Então eu acho que o evento é muito válido. Que venham outros”, incentivou Anne, que também faz parte do grupo Leshjae, que animou o hall do Espaço Linda Mascarenhas num “show do intervalo”, improvisando um número de dança ao som da percussão de Ruiter Djurdjevjch.

O cantor e compositor Luiz de Assis também aprovou a ideia do espetáculo: “É uma oportunidade boa pra ver uma dança diferente, que não é tão comum aqui em Maceió. Eu estou achando isso muito legal”, comentou.


A intenção foi exatamente apresentar a Dança do Ventre, além do alcance dos estereótipos das produções televisivas ou hollywoodianas sobre essa arte. “Hoje nós fizemos uma mistura, uma mostra geral do que é a Dança do Ventre, desde a sua origem ritualística – com os instrumentos que nós mostramos aqui: o véu, bastão, pandeiro... – até o ‘moderno’, o que está sendo feito hoje na Dança do Ventre”, explicou.


Sendo assim, o público que compareceu ontem ao Linda – como o Espaço Cultural Linda Mascarenhas é carinhosamente conhecido – pode apreciar uma linda manifestação da feminilidade através da dança.

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