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27/05/2011 - 14h51m

‘Revista do Cinema’ destaca a globalização do cinema

Revista do Cinema ‘nem tão brasileiro assim’ mostra como crescem as parcerias entre países

‘Revista do Cinema’ destaca a globalização do cinema

Júlia Lemmertz e Milton Gonçalves

Iranei Barreto e Assessoria de Comunicação/EBC-TV Brasil

Em um mundo globalizado, é cada vez mais difícil encontrar produtos genuinamente nacionais. O mesmo vem acontecendo com o universo cinematográfico. Produtoras e diretores estrangeiros, muitas vezes, têm escolhido o Brasil como locação para seus filmes. Assim como profissionais daqui também vêm ganhando notoriedade lá fora. As coproduções entre países também têm se tornado comuns.

O Revista do Cinema Brasileiro deste sábado (28), às 20h30, mostra o depoimento de três diretores que têm carreira internacional e seus trabalhos reconhecidos mundialmente. Fernando Meirelles ficou conhecido com Cidade de Deus e dirigiu dois longas estrangeiros: Ensaio Sobre a Cegueira e O Jardineiro Fiel. Já Andrucha Waddington estreou este ano com Lope, uma coprodução entre Brasil e Espanha; e José Padilha, conhecido por Tropa de Elite, está por trás do remake de Robocop. O programa é uma produção da TV Brasil exibido em Alagoas pela TV Educativa (TVE).

No estúdio, Júlia Lemmertz recebe o ator Milton Gonçalves. Paulistano, ele começou a carreira no teatro, ao lado do diretor Augusto Boal e dos atores Giafrancesco Guarniere, Flávio Migliaccio e Oduvalvo Vianna. Hoje, considerado um dos mestres da arte da interpretação, Milton acumula extensa carreira no teatro e no cinema, e conta como foi participar de diversas produções estrangeiras.

Falando em coproduções, uma reportagem esclarece recentes resultados destas parcerias entre o Brasil e outros países. É o caso de A Montanha, de Vicente Ferraz, resultado do trabalho com Portugal e Itália – onde foi rodado – que relembra os combatentes brasileiros que atuaram nos campos de guerra na luta contra o nazifascismo entre 1944-1945. Outro exemplo é a relação com a Índia, estabelecida através de Bollywood Dream, de Beatriz Seigner, que conta a história de três atrizes brasileiras que decidem tentar a sorte na indústria cinematográfica indiana. Já Sala de Espera, de Lúcia Murat, é uma coprodução entre Brasil, China e Chile.

E confira como as produtoras do Rio de Janeiro têm feito para receber as equipes estrangeiras que escolhem as belezas naturais da cidade como locação. O Revista mostra que, através da Rio Film Commission – uma política de incentivo à recepção de produções audiovisuais estrangeiras e nacionais – cresce a procura por oportunidades de filmar na cidade. A medida orienta os produtores em todas as etapas dos seus projetos para assegurar que o trabalho na cidade maravilhosa seja agradável e segura.

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