Espaço Cultural
Palavra Mínima apresenta Humbiumbi, show de Irina e Maria Gabriela Costa
Música em Pauta leva estudantes do Cepa a uma imersão no universo sonoro
Chega a vez de Ezra e Otávio Cabral no Palavra Mínima
Diogo Braz, com informações da Comusa
Esta sexta, dia 18 de novembro, Ezra e Otávio Cabral subirão ao palco do Espaço Cultural Linda Mascarenhas para mostrar um pouco de sua música e poesia. Trata-se de mais uma edição do projeto Palavra Mínima, realizado pelo Institutoo Zumbi dos Palmares (IZP) e Cooperativa dos Músicos de Alagoas (Comusa), com o apoio de do Sebrae, Secretaria de Cultura de Alagoas, Fundação Municipal de Ação Cultural, Santorégano e Mucom. O Palavra Mínima tem a intenção de trazer sempre a música e a poesia como uma linguagem única, num espetáculo que privilegia a produção artística feita em Alagoas.
Ezra
Ezra Cristina Martinelli Mattivi nasceu em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Começou a tocar violão aos doze anos. Integrou grupos de canto coral da sua cidade, onde se tornou educadora musical. Reside em Maceió desde 2000 e já participou de inúmeros festivais como o FEMUSESC, Femucic e Alagoas em Cena. Também integrou o grupo Vestindo a Carapuça. Suas composições trazem poesia nas letras, suavidade nas melodias e harmonias que fazem referência à vida, ao amor e à natureza. Baladas, sambas, bossas, baiões, milongas, funks, estão presentes no seu trabalho. A história de Ezra como compositora teve início em Alagoas. Encantada pelas belezas naturais do local, pela riqueza rítmica que embala o povo alagoano, começou transpor sentimentos e idéias para o papel. Poesias foram nascendo e sendo musicadas. Apaixonada pela vida, pelos encantos da natureza e pela música e seu poder de transformar as pessoas, não parou mais de escrever e cantar.
Otávio Cabral
Otávio Cabral é ator, professor universitário e poeta. Lançou os livros de poesia Concerto em dor maior para choro e orquestra e Artesanias da Palavra, este em parceria com outros poetas. É também um dos declamadores do programa Minuto de Poesia, da Radio Educativa FM Seu próximo livro, com lançamento previsto para 2012, intitula-se Memorial das Andanças. Já participou de mais de 40 peças teatrais e de diversos recitais, além de já ter feito participação especial em shows das cantoras Sílvia Rodrigues, Irina Costa e do grupo Vestindo a Carapuça, já em 2001, provando que sua parceria artística com Ezra vem de longas datas. No Palavra Mínima desta sexta o público poderá, então, conferir as afinidades artísticas entre a música de Ezra e a poesia de Otávio Cabral. Imperdível. A partir das 20 horas, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas Zumbi Vive chega a sua 4ª Edição
Diogo Braz, com Joelle Malta
Para um instituto de comunicação pública que leva o nome de Zumbi dos Palmares, nada mais lógico que abraçar a ideia de um festival cultural nos moldes do Festival Zumbi Vive. Não apenas pela afinidade nos nomes, mas pela afinidade da missão de levar educação através da cultura. O Festival Zumbi Vive, promovido pela Quilombo Produções e que conta com o apoio do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), já faz parte da programação oficial do calendário cultural de Alagoas e agora, em sua quarta edição, está sendo levado de forma independente para Sergipe e Pernambuco.
O objetivo do festival é desenvolver e expandir os valores étnicos culturais para com a sociedade em busca da conscientização de todos, além de manter viva a figura de ZUMBI, líder negro que doou a vida à luta por liberdade.
Nesta edição, o Zumbi Vive vai promover um evento totalmente aberto ao público, que será dividido em duas partes: CICLO DE DEBATES e SHOW. confira a programação e prestigie:
· Ciclo de debates - No dia 03 de novembro, no Teatro Linda Mascarenhas, a partir das 18h.
Show - com as bandas Vibrações, Shamayin Zion/ BA e Sisal Roots/ SE, no dia 06 de novembro na praça Multieventos - Pajuçara a partir das 17h.
Palavra Mínima mostra parceria sintonizada entre Fernando Marcelo e Maurício de Macedo.
Diogo Braz
Fruto de uma parceria entre Instituto Zumbi dos Palmares e Cooperativa dos Músicos de Alagoas, e com apoio de Secult, FMAC, Sebrae, Mucom e Santorégano, o Projeto Palavra Mínima continua em sua maratona de espetáculos envolvendo música e poesia no palco do Espaço Cultural Linda Mascarenhas. No dia 21 de outubro, foi a vez dos médicos Fernando Marcelo e Maurício de Macedo mostrarem um pouco de suas versões artísticas ao público.
Médicos e artistas têm algo em comum: enquanto os primeiros cuidam da saúde física das pessoas, os artistas contribuem para a saúde da alma. Quantas vezes, ao se ouvir uma boa música ou ler linhas bem escritas de poemas, sentimo-nos elevados a um estado de espírito ou transportados para um mundo de prazer estético, onde a melodia e o verso agem como um tipo de remédio, melhorando nosso humor, disposição... Do mesmo jeito que na farmacologia, nas artes existem remédios bons e ruins, e a música de Fernando Marcelo e a poesia de Maurício de Macedo enquadram-se na primeira categoria: são ótimos exemplares da arte que nos faz bem.
O músico Fernando Marcelo coleciona em seu currículo participações em projetos como FEMUSESC, Alagoas em Cena e Palco Aberto. Acompanhado pelos excelentes músicos Tony Augusto, na guitarra, Van Silva, no baixo, e Wilson Miranda, na percussão, Fernando fez um show com ritmo e fluidez. Sua música encontra um equilíbrio interessante entre a MPB e o Pop, fazendo com que suas composições tenham potencial para agradar diversos públicos, dos apreciadores mais puristas de MPB aos ouvintes cativos de FM.
Entre uma canção e outra, o poeta Maurício de Macedo declamou suas poesias, sem recursos de dramaturgia; estava ali o verso na voz do poeta, limpo de “firulas”, numa interpretação simples, tendo apenas as palavras como veículo para os sentimentos dos versos. Isso foi importante, pois, de certa forma, o público foi induzido a apreciar a poesia em sua essência.
Macedo foi feliz na escolha dos excertos apresentados, pois havia uma conexão entre os temas das canções e dos poemas, dando ao espetáculo uma noção interessante de afinidade de discurso entre os dois artistas, que foi deixada um pouco de lado em outras edições do projeto. Fernando explicou a intenção da dupla: “Essa unidade foi o nosso objetivo maior. O Maurício, ainda nos ensaios, teve a ideia louvável de pegar o vasto trabalho dele e pescar várias coisas que ele correlacionava com as letras das canções e isso terminou fazendo desse show algo homogêneo, de metáforas que fazem links, de melodia e poesia... Eu achei fantástico”. O poeta completa: “Para não ser uma mera justaposição. A gente pensou em fazer um ‘todo’ integrado, para não ser apenas um ‘todo’ justaposto, mas que houvesse entre a canção e a poesia uma ponte”.
O poeta Ricardo Cabús, que já se apresentou pelo Palavra Mínima, aprovou a interação da dupla. “O espetáculo foi muito legal. O Fernando e o Maurício fazem uma combinação de poesia e música com um tempero bem legal. Foi uma noite divertida, foi entretenimento com qualidade, tanto na música quanto na poesia”, afirmou Cabús.
Para o professor Stefani Lins, que também esteve presente, pedindo Bis, o projeto serviu para apreciar o trabalho que já conhecia e tomar contato com outra produção artística. “Eu achei interessante essa conjugação de música e poesia. Eu não conhecia o trabalho do Fernando Marcelo ainda e hoje tive oportunidade de conhecer, mas o Maurício de Macedo sempre achei um grande poeta. Foi um espetáculo muito bom!”
Os artistas da noite também aplaudiram o projeto. “É uma grande iniciativa. É a oportunidade de aproximar a arte de um público mais amplo e isso é valoroso, merecedor de reconhecimento. ‘Palavra mínima’ é a palavra da poesia, que a poesia é a palavra condensada, a palavra enxuta, sem nada de superficial, como se fosse um átomo em fissão nuclear. Então, eu acho que tem tudo a ver com a poesia, pela densidade e pela força que ela expressa”, elogiou o poeta Maurício de Macedo. E o músico Fernando Marcelo também encontrou bons valores no projeto. “É uma iniciativa louvável com uma abrangente força de vontade de todos os envolvidos, e eu acho que é por aí mesmo: numa cidade que tinha hoje vários outros eventos levando público a gente ainda conseguiu com que muita gente viesse para cá, que veio prestigiar e a gente sente que quem veio gostou do que viu e isso nos deixa muito satisfeitos”, conclui o músico.
Sem dúvidas, foi uma noite onde a boa música e a boa poesia foram administradas em altas doses, sem qualquer contra-indicação.
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